Livro de Rua entrevista as “Alquimistas da Palavra”

Livro de Rua entrevista as brilhantes contadoras de histórias,  Deka  Teubl  e  Sonia Sampaio, as  “Alquimistas da Palavra

 1-     Como surgiram as “Alquimistas da palavra”? Conte Como começou o “namoro” com as histórias?

 1-     Sonia: Desde criança, sou apaixonada por livros e, aos 5 anos, li Monteiro Lobato.

Há cinco anos, me apresentei aos membros da Associação dos Amigos da Biblioteca de Botafogo (aabb), conheci Deka, que estava presente. Contei algumas histórias e daquele momento até hoje, veio crescendo, cada vez mais, a nossa amizade. Logo começamos a estudar, pesquisar histórias e escrever projetos de Contação de Histórias: O Contador de Histórias, Os Contos Maravilhosos, Os Contos e seus Encantos: de Basile a Lobato, Saboreando as Palavras e temos alguns “no forno”.

Formamos, então, a dupla As Alquimistas da Palavra.  Formadas em Letras, Deka em SP e eu aqui no Rio, fomos professoras durante muitos anos e descobrimos semelhanças nas nossas formas de atuar. Apaixonadas pela literatura, já contávamos histórias para os nossos alunos. Num belo dia, assisti a um programa na TV, em que a contadora de histórias Benita Prieto  foi entrevistada pela jornalista Leda Nagle. Apaixonei-me pela contação de histórias e, antes mesmo de me aposentar, já estava contando histórias e participando de Oficinas de Contação de Histórias.

. Deka: quando pequena, ouvia muitas histórias de uma das minhas irmãs mais velhas e, as preferidas, eram tiradas de Reinações de Narizinho de Monteiro Lobato. Quando aprendi a ler, este foi o meu primeiro livro. A seguir, li todos os infantis deste maravilhoso autor. Torne-me amiga dos livros e sabia que, quando crescesse faria Letras. Professora normalista, lecionei para alunos a partir da 5ª.série até estudantes universitários. Li muitos autores brasileiros e estrangeiros e transmitia, aos alunos, a paixão pelas narrativas literárias. Contava histórias para alunos pequenos e grandes.

2-     Falem um pouco sobre a origem da atividade de contar histórias e sua prática nos dias de hoje.

2.Sonia: a atividade de contar histórias é milenar! Antes mesmo de ter a sua escrita, o homem já contava histórias.  Em seu livro “A Arte de Ler e Contar Histórias”, (TAHAN, Malba. Rio de Janeiro, 1964) o escritor já mostrava a importância de se lerem e contarem histórias para crianças na escola, no antigo Curso Primário.

Deka: Atualmente, há muitas pessoas que trabalham com contação de histórias: participam de Oficinas de Contação de Histórias, dão Oficinas, fazem sessões para crianças, jovens e adultos e dão cursos, também.

No Brasil, em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Santa Bárbara D’Oeste, Belo Horizonte, Florianópolis, etc, vem crescendo o interesse das pessoas por esta atividade.

Muitas escolas primárias, hoje em dia, têm uma sala reservada para leitura de narrativas e, aos poucos, nelas tem sido introduzido o contador de histórias.

3-     Nas suas opiniões, qual o papel da contação de histórias na formação dos leitores?

Sonia e Deka: Muitos contadores de histórias, quando terminam a sua narrativa, dizem o título e o nome do autor. Quando fazemos sessões para crianças, jovens e adultos, sempre mostramos os livros. Neste sentido, ouvir histórias é muito importante para a formação de leitores de qualquer idade. Terminada as sessões realizadas para crianças, como é gostoso olhar para elas que olham cada página, com muita curiosidade. Ficam namorando as ilustrações  saboreando as histórias.

Em nossas Oficinas, damos primeiramente a Bibliografia pertinente aos temas que serão desenvolvidos, possibilitando, aos participantes, a descoberta de muitos escritores.

4-     Teria alguma maneira de melhorar as atividades dos contadores de histórias, incentivos governamentais, projetos de lei e etc…

Sonia e Deka: As prefeituras e os governos poderão pagar projetos de contadores de histórias e os implantar em espaços culturais e escolas, oferecendo cursos, oficinas, sessões gratuitas para a população. Isto poderá ser um grande passo para a educação das pessoas. Como disse Lobato: “Um país se faz com homens e livros”.

5-     Deixe um recado para o Livro de Rua e passem sua programação de cursos e atividades.

Sonia e Deka: É muito importante o trabalho que o Livro de Rua faz, montando bibliotecas em escolas, lanchonetes, igrejas, centros comunitários, etc. É uma forma bonita e inteligente de proporcionar, às pessoas, que os livros cheguem às suas mãos. Parabéns pela iniciativa!

             “Saboreando as Palavras”

Local: Biblioteca de Botafogo “Machado de Assis” / RJ

. Datas: 14 e 28 de abril de 2010 (quartas-feiras)

. Horário: das 14:00  às 17:00 horas

 O Contador de Histórias

. Local: Centro Cultural Justiça Federal – RJ

  Av. Rio Branco, 241 – (térreo) – Centro / Rio de Janeiro

. Dias: 10 e 17 de abril de 2010 (sábados)

. Horário: das 14:00 às 18:00 horas

. Inscrições:

  Sonia Sampaio: (21) 2551-3572 / sonia.sampaio@oi.com.br

  Deka Teubl     : (21) 3237-7237 / dekateubl@yahoo.com.br

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Aprovação do Plano Nacional de Cultura

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCCJ), da Câmara dos Deputados, aprovou na tarde desta terça-feira, 16 de março, o Projeto de Lei nº 6.835/2006, que aprova o Plano Nacional de Cultura (PNC).

Conheça as cinco diretrizes do Plano Nacional de Cultura:

1. Fortalecer a ação do estado no planejamento e na execução das políticas culturais, intensificar o planejamento de programas e ações voltadas ao campo cultural e consolidar a execução de políticas públicas para cultura;
2. Reconhecer e valorizar a diversidade e proteger e promover as artes e expressões culturais;
3. Universalizar o acesso dos brasileiros à arte e à cultura, qualificar ambientes e equipamentos culturais e permitir aos criadores o acesso às condições e meios de produção cultural;
4. Ampliar a participação da cultura no desenvolvimento socioeconômico sustentável, promover as condições necessárias para a consolidação da economia da cultura e induzir estratégias de sustentabilidade nos processos culturais; e
5. Estimular a organização de instâncias consultivas, construir mecanismos de participação da sociedade civil e ampliar o diálogo com os agentes culturais e criadores.

A aprovação do Plano Nacional de Cultura foi um das 32 prioridades da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), finalizada no domingo, 14 de março, em Brasília. Desde suas etapas preparatórias, o evento reuniu mais de 220 mil representantes de todo o país para elaborarem estratégias para a política cultural brasileira.

Esperamos que a aprovação do PNC ajude na democratização da leitura e na construção de um Brasil de leitores!

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