Livro de Rua encanta comunidade de Manguinhos

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O Projeto Livro de Rua teve a satisfação de promover a libertação de livros na novíssima e moderna Biblioteca Parque de Manguinhos, a primeira do Rio, um modelo a ser seguido especialmente em bairros onde o acesso ao livro é mais difícil.

Na última terça-feira (19 de outubro), quase 200 livros foram avidamente disputados por crianças e jovens da região. Montamos nossa bancada no pátio em frente à biblioteca e imediatamente a ação atraiu a atenção de quem estava por ali.

Um grupo de crianças juntou-se em roda para ouvir e participar das histórias contadas por Maria Eugenia Arruda. Todas interagiram alegremente. A meninada se embrenhou nas obras infantis, já que grande parte dos livros foi escolhida a dedo para agradar a este público. E cada criança saiu com um exemplar para ler e se divertir em casa.

Mas sempre com a orientação de passar adiante depois de feita a leitura, para que outras crianças possam também ler, e assim por diante, já que este é o objetivo maior do Projeto. Difundir e democratizar a leitura.

Depois, foi a vez de mais de 30 jovens, de 14 a 17 anos, alunos do 1° ano do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, pegarem o seu quinhão. Eles chegaram acompanhados do professor e imediatamente foram escolher os livros de seu maior interesse, já que também selecionamos obras juvenis e outras destinadas aos adultos.

O evento foi realizado a convite de Stella Maris Mendonça, coordenadora do Núcleo de Oficinas de Leitura e Expressão da Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, que promoverá outras atividades culturais no local.

A Biblioteca Parque de Manguinhos, inaugurada em abril deste ano, seguindo o modelo implantado em Medellín, na Colômbia, fica numa área de 3,3 mil metros quadrados onde funcionava uma antiga Divisão de Armamentos do Exército. No local, hoje, existem centros comunitários, uma escola estadual, praça e quadras poliesportivas.

A biblioteca, além de um acervo de 25 mil livros, incluindo autores modernos, que despertam o interesse do público, conta com acervos sonoros (3 milhões de músicas) e audiovisuais. A meta é que sejam atendidas cerca de 100 mil pessoas de 16 comunidades da região.

Bibliotecas Parque são centros culturais idealizados para o convívio comunitário e inclusão social. Funcionam de maneira integrada e mais descontraída, com as obras colocadas como se estivessem numa livraria.

No Brasil, 1.152 cidades não possuem bibliotecas, de acordo com levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas, daí a importância de incentivar a leitura por meio de formas menos convencionais, ou seja, levando o livro aonde a população está.

Por: Yolanda Stein

 

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