Nota de Repúdio ao Deputado Jair Bolsonaro

Vivemos em uma sociedade democrática, a exemplo das constituições democráticas contemporâneas, a Constituição Federal de 1988 proíbe qualquer espécie de censura, seja de natureza política, ideológica ou artística (art. 220,§2°).

Não concordamos com nenhum do posicionamento político do Deputado Bolsonaro, assim como os membros de sua família que exercem cargos públicos eletivos, principalmente com referência aos nebulosos anos de ditadura militar que nosso país sofreu recentemente, porém compreendemos que é de seu direito defendê-los, a liberdade de opinião e o direito democrático devem ser garantidos a todos os cidadãos e cidadãs.

Mas não podemos confundir fucinho de porco com tomada, uma coisa é um posicionamento político sobre o período ditatorial, outra coisa é racismo e homofobia, estes são crimes e devem ser tratados como tal, as declarações do referido deputado no programa da TV Bandeirantes CQC – Custe o Que Custar ao ser indagado pela artista Preta Gil “se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?” Eis a resposta literal do entrevistado: “ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu”

Esta resposta tem um evidente cunho racista e continua a se manifestar durante a entrevista.

A Lei 7.716, de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, inclui, no seu Art. 20, “que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” é crime passível de reclusão de um a três anos e multa.

Essa Lei decorre de tratados internacionais de que o Brasil é signatário. A Constituição Cidadã é explícita ao repudiar o racismo como prática social, considerando-o como crime imprescritível e inafiançável. O Art. 1º da Carta Magna, que define como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil “III – a dignidade da pessoa humana.”

Nossa luta consiste na Democratização da Leitura, não é a leitura pela leitura, é a leitura para construir um país melhor, é a leitura para emancipar as pessoas, só através da leitura podemos mudar o mundo, mudar as nossas vidas e através da leitura combater as coisas ruins de nossa sociedade, e sem dúvida alguma o racismo é um desses alvos, portanto exigimos o julgamento do Deputado Jair Bolsonaro por quebra de Decoro Parlamentar, o povo que ele humilha é o povo que paga seu salário, fora Bolsonaro, cadeia nele!!!

Neste link veja na íntegra a entrevista http://www.youtube.com/watch?v=9n4hb0RobhQ 

Dia Internacional da Poesia

A Projeto Livro de Rua, o grupo Fulanas de Tal, o Movimento Baixada Literária e o Projeto Livro Livre de Nova Iguaçu, promoveram nesta segunda, dia 21/03, uma série de intervenções artísticas para homenagear o mês da Mulher e comemorar o Dia Internacional da Poesia.

O evento foi realizado na Praça Rui Barbosa, no Centro de Nova iguaçu, e contou com a presença de artistas e escritoras, que além de recitarem poemas, libertaram livros para a população.

Nem o mau tempo desanimou os participantes, que para celebrar o Dia Internacional da Poesia, enfrentaram a chuva com muito bom humor. 

Enquanto alguns participantes distribuíam exemplares, outros recitavam poemas ao megafone. A poetisa Ivone Langim, do “Fulanas de Tal”, declamou o manifesto do grupo. “Nossa intenção é reunir mulheres ligadas à arte e à cultura para promover intervenções culturais em todo o território da Baixada, sempre através do olhar feminino”, declarou.

 

O evento chamou a atenção do público, principalmente das mulheres, que elogiaram a iniciativa. “Adoro ler e apoio qualquer incentivo na formação de novos leitores. Ler é maravilhoso! É divertido e instrutivo”, concluiu a dona de casa, Nair de Araújo, de 62 anos.

A escritora iguaçuana, Lirian Tabosa, trouxe diversos exemplares de sua autoria para libertar.

Pedro Gerolimich do Livro de Rua comemorou junto as fulanas de tal e ao Projeto Livro Livre ” Que essa parceria traga muitos livros para Nova Iguaçu e incentive as mulheres a tirarem seus projetos das gavetas, Lirian Tabosa é um exemplo, devemos incentivar a produção textual de novas escritoras, e não posso faltar com a pessoa que articulou todo esse movimento e estas parcerias, mi nha amiga Claudina Oliveira”

O Livreiro do Alemão

Uma noite de terça feira chuvosa, daquelas que cai tanta água que o melhor a fazer seria ficar em casa… engano, o melhor a fazer foi um evento imperdível, o lançamento do Livreiro do Alemão, uma das maiores lidenças de nosso estado e porque não de nosso país, na luta pela democratização da leitura.

O Livreiro do Alemão, se deve ao apelido que ganhou por conta do projeto que realiza há 10 anos. Otávio tem apenas 27 anos e além de contador de histórias, é ator e produtor teatral. Desde 1998, atua junto a crianças e à literatura. Além de incentivar a leitura, também escreve contos, roteiro de histórias em quadrinhos e poesias infanto-juvenis.

No livro, Otávio conta sua história, a trajetória de uma criança que no meio do lixo encontrou um livro e, desde  então, não parou mais de ler. A leitura também o “libertou”, como conta na obra: “Sei, por experiência própria, que as crianças daqui têm uma visão muito estreita do mundo. Quase não saem da favela”.

O Livro de Rua aproveitou a oportunidade para estreitar os laços em prol da leitura, Thiago Ribeiro e Luciana Gomes, voluntários do Livro de Rua se entusiasmaram e Pedro Gerolimich conversou e propôs a Otávio algumas parcerias: Vamos juntos Otávio, vamos ajudar na inauguração da Biblioteca do Alemão e vamos organizar a campanha do Cem Mil Pela Leitura, Essa terça feira chuvosa é um grande dia para a Democratização da Leitura em nossa cidade.“, disse Pedro.

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