Das histórias de lavadeiras as coisas da vida…

          Ontem foi uma tarde de muitos sorrisos, alegrias e histórias na CASSI  (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil), que formou um grupo para seus associados, chamado “Plena Idade”, que se reúne semanalmente para atividades ligadas à leitura, cinema, música, confecção de artesanato, passeios, palestras sobre como cuidar da saúde.

          A proposta é que eles permaneçam atualizados, que estejam sempre aprendendo, acompanhem a história, tenham contato com outras pessoas além dos familiares, e que exercitem a memória, a sociabilidade, a criatividade e que tenham lazer.
          Ontem nossa coordenadora do Projeto Taberna dos Bardos, foi convidada a se apresentar e contar histórias.
 
          Eugênia escolheu para contar em seu repertório histórias de lavadeiras – “De Alma Lavada”.  Trouxe um varal de fotos das lavadeiras nos rios e fotos das mesmas cantando, se apresentando no Teatro Municipal do RJ, depoimentos daquelas mulheres que, algumas já com idade avançada, continuam lavando e cantando.
 
          Disse ela ” Acho que a história dessas mulheres deve ser contada, para sempre ser lembrada, são mulheres que, às vezes sozinhas formaram filhos doutores, enfretaram o calor, o sol muito forte, ou as geadas de inverno que endureciam as mãos. Para trabalharem carregavam na cabeça trouxas pesadas por longos caminhos, às vezes subiam os morros. Muitas vezes tinham que levar os filhos pelas mãos, e passavam o dia comendo a farinha que transformavam em papa, nas fogueirinhas que preparavam. E já com comportamento sustentável, cuidavam da higiene do local em solidariedade às companheiras que viriam lavar no mesmo local, no dia seguinte.

Cantavam para espantar a tristeza da vida dura, a saudade de um marido sumido, de um amor não correspondido,  mas cantavam também porque estavam alegres.”
 
O Grupo adorou as histórias das lavadeiras, além disso contaram coisas de suas vidas e cultura, cantaram suas músicas e finalizamos com um cortejo com estandarte, pandeiro, chocalho, kalimba, …papel picado e muita alegria.
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Uma das mais belas histórias já contadas…

Ontem revi o filme “O Contador de Histórias” e gostaria de compartilhar a emoção que senti, pela segunda vez.

A história real do contador de histórias Roberto Carlos nos faz acreditar que é possível construir um outro mundo, que através da Pedagogia do Amor podemos tarnsformar vidas, criar e realizar sonhos, mudar um país!

Apesar do enfoque dado ao personagem principal, aprendi muito com a pedagoga francesa Margherit Duvas, que canaliza suas forças no seu objeto de pesquisa, e põe em prática aquilo que deveria ser mais ensinado nas escolas e universidades, o amor ao próximo, o amor a vida e o fim das injustiças sociais.

Acredito de verdade que podemos construir um mundo diferente, justo, solidário e Leitor!!! Viva Os milhões de contadores de histórias de nosso país…

Pedro Gerolimich

O Filme

O Contador de Histórias, filme de Luiz Villaça baseado na vida do mineiro Roberto Carlos Ramos, é a história de como o afeto pode transformar a realidade.

Caçula entre dez irmãos, Roberto desde cedo demonstra um talento especial para contar histórias, transformando, com a narrativa, suas próprias experiências de frustração em fábulas cativantes.

Aos 6 anos, o menino cheio de imaginação é deixado pela mãe em uma entidade assistencial recém criada pelo governo. Ela acredita estar, assim, garantindo um futuro melhor para seu filho.

A realidade na instituição é diferente do que se promovia pela propaganda na TV; e Roberto, aos poucos, perde a esperança. Aos treze anos, após incontáveis fugas, ele é classificado como ‘irrecuperável’, nas palavras da diretora da entidade.

Contudo, para a pedagoga francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), que vem ao Brasil para o desenvolvimento de uma pesquisa, Roberto representa um desafio. Determinada a fazer do menino o objeto de seu estudo, tenta se aproximar dele.

O garoto em princípio reluta, mas, depois de uma experiência traumática, procura abrigo na casa de Margherit. O que surge entre os dois é uma relação de amizade e ternura, que porá em xeque a descrença de Roberto em seu futuro e desafiará Margherit a manter suas convicções.

O Contador de Histórias foi rodado em Belo Horizonte, São Paulo, Paulínia e Portugal. A atriz fraco-portuguesa Maria de Medeiros (Pulp Fiction, Henry & June, Capitães de Abril) interpreta Margherit. Roberto Carlos é interpretado pelo atores Marco Ribeiro (6anos), Paulinho Mendes (13 anos) e Clayton Santos (20 anos). Denise Fraga assina a produção com Francisco Ramalho Jr..

Vejam o Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=uWQ8pQJ_mWk

De morador de rua a ‘biciclotecário’

            A história é conhecida. Era uma vez um nordestino que foi para São Paulo sonhando com uma vida melhor. Não conseguiu trabalho e virou morador de rua. Até aí, nada de novo num país ainda com tantos problemas sociais a serem enfrentados.

            O que distingue a história de Robinson Mendonça é que ele não se conformou em ser mais um. Sempre gostou de ler jornais e livros de sebo. Conseguiu cursar Direito, criou uma associação de moradores de rua e passou a defender seus direitos.

            E tem mais: ele criou uma bicicloteca, um triciclo com um baú atrás, que pode carregar até 150 quilos de livros. Ex-moradores de rua estão sendo treinados para dirigir os triciclos. Até o fim do ano haverá 10 biciclotecas circulando por São Paulo, graças ao apoio da Secretaria de Meio Ambiente e o Instituto Green Mobility.

Assim como o Livro de Rua, a idéia é levar livros a comunidades sem acesso a bibliotecas, com o intuito de formar leitores e fazer com que os novos leitores passem seus livros para outras pessoas.

De Paraty a Greve dos Professores

Passados dois dias do encerramento da 9ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que este ano homenageou o modernista Oswald de Andrade e agitou os meios intelectuais do país e do mundo, é paradoxal a notícia do confronto ontem (dia 12) entre professores e policiais do Batalhão de Choque do Rio. Os professores, símbolo maior da educação no país, em greve há mais de 30 dias, entraram na sede da Secretaria estadual de Educação, no Centro do Rio, como forma de protesto pelo não atendimento às suas reivindicações por melhores condições de trabalho e aumento salarial.

            O paradoxo reside na baixíssima valorização dos professores num momento em que cultura e educação estão em debate nas principais mídias. Se, por um lado, a Câmara Brasileira do Livro constata que os jovens estão lendo mais (dos 12.000 títulos lançados em 2010, 2.500 foram direcionados ao público infanto-juvenil), por outro, os índices de analfabetismo e principalmente de analfabetismo funcional ainda são muito elevados.

            Estima-se que um a cada quatro brasileiros não consegue ler e interpretar textos, o que significa, segundo Andrea Ramal, comentarista de Educação do Bom Dia Rio, da TV Globo, em recente entrevista, que 75% da população são alheios ao universo da leitura. Sem contar que 14 milhões de pessoas, acima de 15 anos, são totalmente analfabetas.

            Frente a este lamentável cenário, o Projeto Livro de Rua, junto a outras iniciativas semelhantes, pretende, com suas ações voluntárias, plantar sementes na área da educação e cultura, através do incentivo à leitura. O caminho é despertar o gosto pela leitura prazerosa, capaz de estimular a inteligência e a criatividade de jovens e adultos, abrindo portas para o conhecimento. Ao distribuir livros em praças públicas e comunidades desfavorecidas, o projeto faz sua parte.

            Exemplo dos resultados positivos de um ensino de qualidade é a conquista pelo Colégio Municipal João de Deus, na Penha, zona norte do Rio, da maior nota do Estado no Ideb, do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. O segredo? Estímulo à boa leitura.

            É bom ressaltar que, apesar de prognósticos pessimistas, o livro em papel sobrevive a muitos percalços e não se pode afirmar com precisão que se renderá à era da Internet.

            Sugestiva a frase citada pela doutora em Educação Andrea Ramal, durante a entrevista, atribuída a Bill Gates: Meus filhos terão computadores, mas antes terão livros. Do contrário serão incapazes de escrever sua própria história.       

O Livro de Rua tem muito orgulho de Participar do Movimento Brasil Literário na FLIP

 Pela terceira vez, o Movimento por um Brasil literário participa da Festa Literária Internacional de Paraty. Este ano, a novidade é a Campanha por um Brasil literário, que será exibida antes de cada mesa de autores e também na FlipZona.

 Produzida durante o ano passado pela Java 2G, a campanha apresenta vinhetas com depoimentos e imagens de pessoas das diferentes regiões do Brasil, mostrando um país que lê, se transforma e se emociona com a literatura, mas que também precisa percorrer um longo caminho para garantir o direito de acesso aos textos literários. Essas imagens fazem parte do documentário “A Palavra Conta”, lançado na Flip 2010.

E todos podem participar! Envie seu depoimento, em vídeo ou texto, contando a importância do livro literário para você!

Debate na Casa da Cultura

Além da Campanha, uma roda de conversa discutirá a importância da leitura literária, com autores e professores na Casa da Cultura, no dia 7 de julho, às 11h45. O escritor e um dos idealizadores do Movimento por um Brasil literário, Bartolomeu Campos de Queirós, a escritora e membro da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado e a professora Flora Salles França Pinto participam desta conversa, com mediação do jornalista e escritor Márcio Vassallo.

 Para quem quiser conhecer mais sobre o Movimento e se juntar às mais de 6 mil pessoas que já aderiram, computadores conectados à internet estarão disponíveis na Flipinha. Para quem já conhece e faz parte é mais uma chance de compartilhar e espalhar essa ideia, formando uma grande rede por um Brasil literário.

O Movimento na Flip

A Flip é parceira do Movimento por um Brasil literário desde a sua criação, em 2009. Foi em Paraty, na Flip 2009, que o Manifesto por um Brasil literário foi lançado. Em 2010, o lançamento do documentário “A Palavra Conta” e a Casa Brasil Literário foram duas importantes ações que ajudaram a fortalecer e a dar visibilidade ao Movimento.

Fonte: http://www.brasilliterario.org.br/

Festa literária na Quinta da Boa Vista

O Projeto Livro de Rua proporcionou uma festa literária no último domingo (3 de julho) para centenas de pessoas que passaram pelo parque da Quinta da Boa Vista. No caminho para o Zoo, crianças e adultos paravam para conferir os mais de 600 livros libertados, ou seja, distribuídos gratuitamente.

            Havia títulos para todos os gostos: infantis, literatura, auto-ajuda, psicologia, científicos etc. Era só pegar, levar para casa, ler e depois passar adiante, para que outros também possam desfrutar da boa leitura.

        

Os participantes do Projeto, todos voluntários, acreditam nessa corrente do bem. Livros não são para ficar presos em estantes pegando poeira. São para circular pelo maior número possível de pessoas. E como os pássaros, serem libertados.

            Com o sucesso desta iniciativa, o Projeto dá mais um passo em direção à sua meta de difundir e democratizar a  leitura e levar o livro para as praças públicas, onde o povo está.

            Todos os livros são doações feitas por pessoas que decidiram esvaziar suas estantes, além dos doados pela Superintendência do Livro e Leitura da Prefeitura do Rio, que serão distribuídos em diversas ações nos próximos meses.

 

Participe! Faça você também sua doação.

           

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