Livro na Praça empolga crianças em Anchieta

             Sábado, 26 de maio, a Praça Granito, em Anchieta, transformou-se em um sarau matutino, com distribuição e empréstimo de livros, e leitura para as crianças, que curtiram a manhã ensolarada ouvindo histórias. Numa parceria nascente e bem-sucedida, o Projeto Livro de Rua participou de uma ação conjunta com o Pé-de-Livro, montado por Eliane Pimenta e Lucia Lino, e libertou cerca de 100 exemplares, enquanto Marcelo Cavalheiro, morador do bairro, emprestava outros livros coletados por ele.

            Promover a leitura literária e formar leitores são objetivos do Livro na Praça que se repetirá, no mesmo local, a cada quinze dias, sempre aos sábados.

            A criançada vibrou com os livros pendurados numa grande árvore (daí o nome Pé-de-Livro), como frutos crescidos para alimentar culturalmente os que têm menos oportunidades de acesso à leitura. E a colheita foi um sucesso.

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Vem aí nova Oficina de Contação de Histórias


A Taberna dos Bardos, oficina de Contação de Histórias ligada ao projeto Livro d e Rua, promoverá nova oficina nos dias 14, 21 e 28 de junho (quintas-feiras), de 18h30 as 21h30, na Sala Multimídia do Centro Cultural de Justiça Federal (CCJF). O encontro do dia 21, decretado feriado em função da Rio + 20, poderá ser transferido para o dia 5 de julho se a turma assim preferir.

A Oficina será realizada por Maria Eugênia Arruda e Maria Eduarda Quiroga Fernandes. Por acreditar que toda a pessoa tem o impulso natural e capacidade de contar histórias, o objetivo dessa atividade é multiplicar e reinventar o Contador de Histórias.

“Através de contação de histórias, leituras e dinâmicas ajudamos a resgatar a história pessoal e mostramos como e quanto o Contador de Histórias está inserido no processo de transformação pessoal e do mundo”, explica Maria Eugênia.

Garanta a sua vaga !

Informações e inscrições: tabernadosbardos@gmail.com

Telefone: 8883-1309

O CCJF fica na Avenida Rio Branco , 241, Centro.

Oficinas Literárias como ferramenta de transformação

Ler é tudo de bom. Ser despertado para o mundo da leitura e da literatura, por pessoas dedicadas e apaixonadas por livros, é melhor ainda. Isso acontece na Oficina de Experimentação Literária, comandada por Deborah e Rubinho, que levam a crianças de 4 a 7 anos os rudimentos da história da Literatura, Poesia, Textos Literários e Jornalísticos.

O projeto, de caráter voluntário, existe há dois anos e já foi realizado nas comunidades da Nova Divinéia e Juscelino Kubitschek (Caçapava), ambas no complexo de favelas do Andaraí, na Grande Tijuca. Chegou também à comunidade da Caçapava, nas dependências do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social, órgão do Ministério da Assistência Social e Combate à Fome) Itamar Franco, e a próxima parada será na UPP da comunidade Andaraí, em junho.

Rubinho da Divinéia e Deborah Lins de Barros, embora tenham inicialmente percorrido diferentes caminhos, ele, no Direito, e ela, na História, tiveram suas vidas cruzadas em função da literatura e da preocupação com o social.

Amante da literatura, Deborah se embrenha pelo mundo das artes: escreve poesia, crônica, conto e atualmente dedica-se ao estudo de roteiro cinematográfico. “Acredito que podemos ser vários: agrada-me tudo o que consigo interagir”… “A faculdade de História me deu uma visão política clara, mas depois da fase do ‘sonho’, entrei em uma distopia. A Oficina de Experimentação Literária é também uma obra política, pois acredito que essa seja a minha parte, a minha colaboração para um futuro melhor, de pessoas com capacidade não de julgar, mas de saber lidar com a realidade que lhes foi dada. Essa é a minha causa, pois acredito que só a arte salva”, destaca Deborah.

Deborah escreve o blog http://mocadeitadanagrama.blogspot.com.br/ e Rubinho edita o jornal de bairro Rubinho da Divinéia Jornal.

Quando foi criada e no que consiste a Oficina de Experimentação Literária?

Deborah – A oficina surgiu em 2010, com a ideia de se experimentar a literatura mesmo. Sua forma, sua textura, suas faces. E assim, provocar o interesse nas crianças.

Como e por que surgiu a ideia? Por que literatura?

Deborah – escolhi trabalhar com literatura por ser algo que dá prazer. A ideia surgiu quando eu trabalhava na biblioteca do SESC de Itajaí, Santa Catarina. Uma das minhas funções era manter a biblioteca organizada e frequentada. Criei a oficina para as crianças que participavam de um programa educacional promovido pela instituição. Foi um sucesso.

Qual o critério de escolha dos locais para onde o projeto é levado?

Deborah – Acreditamos que crianças que, por exemplo, estudam em escolas particulares ou que tenham condições de vida mais confortáveis têm, mais facilmente, acesso à literatura e às artes. E queremos, com a Oficina, fomentar o interesse por literatura, não lapidá-lo. Por isso, escolhemos trabalhar com crianças de comunidades.

Atualmente, contamos com o apoio do CRAS da Rua Caçapava, no Grajaú. A oficina consta de cinco encontros, com duas horas de duração cada um. A divulgação é feita na comunidade e a ideia é que os alunos participem voluntariamente. O ideal é que seja feita com, 10 a 15 crianças, no máximo.

Que ideias e sentimentos vocês pretendem passar às crianças e aos jovens?

Rubinho – Queremos despertá-las para o mundo da leitura, das artes, buscando humanizá-las. Temos crianças expostas a realidades duras, que as deixam embrutecidas. A ideia é entronizá-las em um mundo lúdico para que percebam que outro mundo é possível e que também depende delas fazer acontecer.

Qual tem sido a receptividade? Do que eles mais gostam?

Deborah – Inicialmente, há uma curiosidade natural da criança. Isso é interessante, pois percebemos, depois desse primeiro momento, quem está gostando e quem está ali por inércia. Fazemos pequenas adaptações no desenho do projeto para que ele se adeque àquela realidade, e não vice-versa.

Em geral, as crianças gostam mais do primeiro encontro, quando há uma espécie de retrospectiva das formas que a humanidade usa para se expressar com a escrita. Valemos-nos de imagens de arte rupestre, de manuscritos medievais e da imprensa de Gutemberg, além de formas de escrita atuais, porém diferentes da que usamos. E depois de tudo fazemos uma bagunça divertida, criando manchetes para um jornal imaginário, que expomos na confraternização de encerramento da oficina.

Um feliz dia das Mães com muita Leitura!

Foi uma homenagem às mães para ninguém botar defeito. Com muita alegria, o Livro de Rua libertou cerca de 500 livros na ação social organizada pelos líderes comunitários Marcos Banha e Evandro Braga, na quadra da Associação de Moradores da comunidade da Caixa D’água, complexo da Penha.

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O evento contou com diversas intervenções: assessoria jurídica, emissão de documentos, brincadeiras com crianças, exames de vista e glicose, apresentação de capoeira, tudo isso de forma gratuita para mães e crianças que estiveram presentes.

Ali, inspirados pela vista da igreja da Penha, os voluntários do projeto deram mais uma vez sua contribuição ao processo de difusão e democratização da leitura.

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Segundo Dona Neuza, que levou seus filhos e sobrinhos, o evento foi um sucesso: “Adorei o Projeto e escolhi um romance porque adoro o encanto que eles trazem para nossa vida; nos fazem sonhar com o amor. Vou ler e, se gostar, mandar para minha irmã que mora na Pavuna.”

 

 

 

Mais uma vez, fizemos bonito. Sem esquecer que tudo isso é possível graças ao trabalho e dedicação dos voluntários, assim como à disposição dos doadores em libertar de suas estantes os livros já lidos, para que outros possam desfrutar deles.

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No final da atividade, foi oferecido almoço de confraternização na Laje da Associação, com direito a espetacular vista de todo o Compelxo e Igreja da Penha.

 

É uma corrente pró-leitura, só possível se todos seguirem o nosso lema: ler e passar adiante.

Entre Livros e Rosas

Amanhã, sábado (12), o Projeto Livro de Rua vai celebrar antecipadamente o dia das mães: serão libertados livros do projeto, com títulos dirigidos a adultos e crianças, na comunidade da Caixa D’água, complexo da Penha

Além da oportunidade de ganhar um livro selecionado especialmente para os moradores da comunidade, o Projeto Livro de Rua irá homenagear com flores as mães que levarem seus filhos na Libertação.

Comemore o dia das mães no Complexo da Penha; venha buscar seu livro e ganhar uma rosa!

Local: Comunidade da Caixa D’ Água.
Horário: entre 10h e 13h.

Contamos com a presença de todos nossos amigos e voluntários!
Vamos que vamos!

II Semana Paulo Freire de Pedagogia da UERJ

Livro de Rua participa dos debates

Qual educação? Para qual sociedade? São questões a serem refletidas e debatidas durante a II Semana Paulo Freire, de 7 a 11 de maio, na Faculdade de Educação, da UERJ, no Maracanã.

Estes temas estão relacionados aos objetivos do Projeto Livro de Rua, convidado a participar do evento.

            No primeiro dia, segunda-feira, voluntários farão a apresentação e libertação de livros, o carro-chefe do projeto.  No mesmo dia,  a contadora de histórias Maria Eugenia Arruda, da Taberna dos Bardos, projeto ligado ao Livro de Rua, dará uma oficina, das 14h às 17h. 

Na quarta (dia 9), às 14h, haverá mesa-redonda sobre Literatura e Letramento, com a presença de Pedro Gerolimich, presidente do Instituto Ciclos do Brasil, ao qual o Livro de Rua é ligado. Pedro é licenciado em Geografia com ênfase em Meio Ambiente pela UERJ – FEBF e pós-graduado em Gestão/ Administração Pública.

            Da mesa, participará também Maria da Conceição do Nascimento Gomes, licenciada em Pedagogia pela UERJ – FEBF, mestranda do programa de pós-graduação em políticas públicas e formação humana PPFH-UERJ.

            A I Semana Paulo Freire, realizada entre os dias 2 e 6 de maio de 2011, inaugurou uma bem-sucedida experiência estudantil em organização de eventos que  pensem a educação e o papel do educador (estudante/professor), a partir do compromisso político-social de transformação da realidade.

            Tendo em vista a importância do evento para reflexão acerca da realidade, a Gestão Mudar é Possível do Centro Acadêmico Paulo Freire se propôs a construir, novamente, este espaço de troca e diálogo.

Programação completa no site: http://capfmudarepossivel.blogspot.com.br/p/semana-paulo-freire.html

Santa Teresa em clima literário

Santa Teresa, no Rio de Janeiro, será palco mais uma vez da Flist, Festa Literária que desde 2009 tem mobilizado o bairro, conhecido por promover importantes ações culturais e artísticas. Em sua quarta edição, a Flist estará aberta ao público neste fim de semana, dias 5 e 6 de maio, das 8h às 18h, com múltiplas atividades gratuitas, para adultos e crianças.

Haverá apresentações literárias, musicais, teatrais, exposições, lançamentos de livros, bate-papos com autores e mesas redondas. Este ano, terá como homenageado o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos, que vai conversar com os participantes.

Os 100 anos de Nelson Rodrigues e os 90 de Darcy Ribeiro serão lembrados por escritores durante o evento.

Inspirada na Festa Literária de Paraty (Flip), a Flist é uma iniciativa do Ceat – Centro Educacional Anísio Teixeira. O evento teve origem no pátio interno da escola e, aos poucos, foi se ampliando para o bairro, como forma de convocar mais e mais parceiros e leitores para a discussão do trabalho literário.

O sucesso foi tanto, que o objetivo de maior aproximação com os moradores de Santa Teresa acabou atingindo pessoas de toda a cidade, interessadas e voltadas para o saber, a cultura e a leitura.

Toda a programação da Flist pode ser vista no site www.flist.org.br

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