Rocinha de portas abertas para a cultura

           São 1.600 metros quadrados, distribuídos em cinco andares, de portas abertas para a cultura e o lazer. Chegou a vez da Rocinha, recentemente pacificada, ter sua Biblioteca Parque, com acervo de 15 mil livros, dois mil DVDs, computadores e internet comunitária, também em Braille, para os deficientes visuais.

            A expectativa da Secretaria de Cultura é que a biblioteca, recentemente inaugurada e já bastante procurada pelos moradores, receba 216 mil pessoas por ano. Na prática, abre suas portas para a democratização e o acesso à leitura e à cultura de um modo geral.

            Além dos livros, a comunidade, de quase 100 mil habitantes, terá acesso a filmes, vídeos, DVDs, cineteatro, sala multiuso para cursos, estúdios de gravação e edição audiovisual, setor de leitura, cozinha-escola e café literário.

            A Biblioteca Parque foi equipada com recursos do programa Mais Cultura, do governo federal.  A ideia é baseada em projeto existente desde 2006, em Medellín, Colômbia. No Estado do Rio, o modelo já funciona com sucesso em Manguinhos e em Niterói, contribuindo para a inclusão social.

            A cidade de Medellín, marcada por narcotráfico e violência, teve seu nível educacional elevado depois da inauguração desse tipo de biblioteca, o que representa uma mudança de paradigma, com a democratização do acesso à leitura. Bibliotecas deixam de ser locais fechados, transformando-se em espaços multimídia de acesso dinâmico à informação e ao conhecimento.

            A Biblioteca Parque foi criada na Colômbia para reverter os altos índices de criminalidade que afetavam a capital, Medellín. A ideia é trazer para dentro do lugar jovens que antes ficavam nas ruas, para terem contato diretamente com a cultura e educação.

            No Brasil, a primeira biblioteca nesses moldes foi instalada em Manguinhos, favela localizada no subúrbio carioca. Lá, além de ler livros, os usuários têm diversas outras atividades educacionais e culturais. Em uma área de 2,3 mil metros quadrados a população conta com um acervo de 25 mil livros, 650 filmes e 3 milhões de músicas digitalizadas, biblioteca digital, brinquedoteca, CDteca, DVDteca, internet comunitária, rede Wi-Fi.

            Dentro da biblioteca ainda tem uma sala de filmes, um espaço chamado de “Meu Bairro”, onde são feitas reuniões da comunidade e uma a área denominada Espaço Cultura, onde ocorre leitura, cursos, oficinas, estágios, intercâmbios e atividades dedicadas às crianças e aos jovens.

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