Plano Carioca de Cultura – Nossas Propostas Por Um Rio de Janeiro Leitor!

Enfim retornou a discussão para a criação de um Plano Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, onde serão feitas reuniões setoriais por linguagens artísitcas e, posteriormente, serão realizadas reuniões territoriais.

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No próximo dia 26, 5ª feira, às 17h, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian a reunião setorial de livro e leitura. Esta é uma reunião aberta a todos os interessados em contribuir na construção deste plano.

O Projeto Livro de Rua irá distribuir o seu programa para a cidade do Rio de Janeiro, um compromisso nosso em tornar nossa cidade, uma cidade leitora.

Veja abaixo as propostas do Livro de Rua:

-Criação do Conselho Carioca do Livro e Leitura.

-Criação do Plano Carioca do Livro e Leitura.

-Aumentar o número de espaços de leitura em nossa cidade.

-Aumentar progressivamente os índices de leitura.

-Fortalecimento da Rede Municipal de Bibliotecas Públicas.

-Criação de Programas de capacitação de educadores, bibliotecários, ativistas sociais e voluntários como mediadores de leitura.

-Campanhas de conscientização sobre valor social e cultural do livro e leitura.

-Estímulo a novos escritores e escritoras.

-Realização de diagnósticos e pesquisas sobre a situação das questões referentes ao livro e leitura na cidade.

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“Para aumentar leitores é preciso fazer ligação entre internet e literatura”

A ampliação do hábito da leitura entre estudantes brasileiros requer a existência de mediadores preparados que entendam as novas ferramentas tecnológicas para levá-los a fazer a ligação com o mundo em que vivem por meio da literatura. “Nós temos poucos mediadores aptos a entrar neste diálogo, nestes suportes, nestas novas linguagens e que tragam uma herança cultural vastíssima”, disse a diretora adjunta da cátedra Unesco de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Eliana Yunes.

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Na avaliação de Eliana, que criou a cátedra de Leitura na PUC-RJ em parceria com a Unesco, os estudantes, mesmo no uso da internet, podem dedicar mais tempo à escrita e à leitura do que teriam as pessoas há cerca de 20 anos. “Eles são obrigados a ler, a escrever, a se comunicar”, declarou à Agência Brasil.

Eliane admitiu, contudo, que sem uma mediação adequada, “existe uma simplificação do uso da língua”. A leitura dos estudantes que estão conectados às redes sociais acaba circunscrita a um universo muito estreito ao qual eles têm acesso com facilidade. “Está na onda, está na moda. Tem a coisa da tribo, do grupo”, disse. A professora disse que essa leitura, porém, não têm a densidade necessária para levar os alunos à formação de um pensamento crítico.

Segundo Eliana Yunes, falta a esses estudantes um trabalho de ligação com a leitura criativa ( presente na literatura, por exemplo), algo que pode ser feito pelas escolas e até pelas famílias. “Falta uma mediação que permita que esses meninos tenham acesso, mesmo via internet, a sites muito bons de poesia, de blogs, pequenas histórias, de museus, que discutem música, história”. Sites que, segundo Eliana, permitem que os alunos saiam desse “chão raso” e possam ser levados para uma experiência criativa da linguagem.

“Quem não lê tem muita dificuldade de escrever, de ampliar o seu universo de escrita, de virar efetivamente um escritor”. Como eles têm pouca familiaridade com a língua viva, seria necessário que os adultos se preparassem melhor, buscando conhecer esta nova tecnologia para que a mediação, tanto pela escola como pela família, pudesse ser exercida de forma a partilhar com os alunos leituras de boa qualidade.

A professora disse que a mediação restaura o fio que liga o passado ao futuro no presente destes estudantes. Ela reiterou que a falta de conhecimento de professores e pais desses suportes modernos de comunicação e a falta de habilidade de envolver alunos em uma discussão de um universo mais rico impedem meninos e meninas de desfrutarem uma herança cultural, “da qual eles são legítimos herdeiros”.

“Acho que a questão da escola passa pelo problema da mediação. Se nós não formos leitores de várias linguagens, de vários suportes, nós perderemos realmente o passo com esta geração, que está velozmente à nossa frente, buscando outras linguagens, outras formas de comunicação”. É preciso, sustentou, que os estudantes percebam que a literatura não é um peso ou uma obrigação. “Literatura é vida”.

Para Eliana, a literatura faz falta porque desloca o olhar das pessoas de uma coisa “líquida e certa”, para um lugar de reflexão, de discussão sobre o mundo e a vida humana. Isso pode ser encontrado não só no livro impresso, em papel, como também no livro digital. “Este jogo contemporâneo é muito rico”, disse. “Quanto mais suportes a gente tiver para a palavra escrita e para abrigar a reflexão sobre a condição do ser humano, melhor a gente vai poder abraçar as várias modalidades, que estão vivas, da palavra”.

 

Por Alana Gandra – Agência Brasil

“Para aumentar leitores é preciso fazer ligação entre internet e literatura”

A ampliação do hábito da leitura entre estudantes brasileiros requer a existência de mediadores preparados que entendam as novas ferramentas tecnológicas para levá-los a fazer a ligação com o mundo em que vivem por meio da literatura. “Nós temos poucos mediadores aptos a entrar neste diálogo, nestes suportes, nestas novas linguagens e que tragam uma herança cultural vastíssima”, disse a diretora adjunta da cátedra Unesco de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Eliana Yunes.

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Na avaliação de Eliana, que criou a cátedra de Leitura na PUC-RJ em parceria com a Unesco, os estudantes, mesmo no uso da internet, podem dedicar mais tempo à escrita e à leitura do que teriam as pessoas há cerca de 20 anos. “Eles são obrigados a ler, a escrever, a se comunicar”, declarou à Agência Brasil.

Eliane admitiu, contudo, que sem uma mediação adequada, “existe uma simplificação do uso da língua”. A leitura dos estudantes que estão conectados às redes sociais acaba circunscrita a um universo muito estreito ao qual eles têm acesso com facilidade. “Está na onda, está na moda. Tem a coisa da tribo, do grupo”, disse. A professora disse que essa leitura, porém, não têm a densidade necessária para levar os alunos à formação de um pensamento crítico.

Segundo Eliana Yunes, falta a esses estudantes um trabalho de ligação com a leitura criativa ( presente na literatura, por exemplo), algo que pode ser feito pelas escolas e até pelas famílias. “Falta uma mediação que permita que esses meninos tenham acesso, mesmo via internet, a sites muito bons de poesia, de blogs, pequenas histórias, de museus, que discutem música, história”. Sites que, segundo Eliana, permitem que os alunos saiam desse “chão raso” e possam ser levados para uma experiência criativa da linguagem.

“Quem não lê tem muita dificuldade de escrever, de ampliar o seu universo de escrita, de virar efetivamente um escritor”. Como eles têm pouca familiaridade com a língua viva, seria necessário que os adultos se preparassem melhor, buscando conhecer esta nova tecnologia para que a mediação, tanto pela escola como pela família, pudesse ser exercida de forma a partilhar com os alunos leituras de boa qualidade.

A professora disse que a mediação restaura o fio que liga o passado ao futuro no presente destes estudantes. Ela reiterou que a falta de conhecimento de professores e pais desses suportes modernos de comunicação e a falta de habilidade de envolver alunos em uma discussão de um universo mais rico impedem meninos e meninas de desfrutarem uma herança cultural, “da qual eles são legítimos herdeiros”.

“Acho que a questão da escola passa pelo problema da mediação. Se nós não formos leitores de várias linguagens, de vários suportes, nós perderemos realmente o passo com esta geração, que está velozmente à nossa frente, buscando outras linguagens, outras formas de comunicação”. É preciso, sustentou, que os estudantes percebam que a literatura não é um peso ou uma obrigação. “Literatura é vida”.

Para Eliana, a literatura faz falta porque desloca o olhar das pessoas de uma coisa “líquida e certa”, para um lugar de reflexão, de discussão sobre o mundo e a vida humana. Isso pode ser encontrado não só no livro impresso, em papel, como também no livro digital. “Este jogo contemporâneo é muito rico”, disse. “Quanto mais suportes a gente tiver para a palavra escrita e para abrigar a reflexão sobre a condição do ser humano, melhor a gente vai poder abraçar as várias modalidades, que estão vivas, da palavra”.

 

Por Alana Gandra – Agência Brasil

Livros que compartilham pessoas

Esse é o trabalho acadêmico, apresentado por Jade Nunes e Natalia Monteiro da Universidade Gama Filho.
 Estamos nas Ruas e nas Universidades, Viva a Leitura!!!

19/07/2012

“Não estou perdido. Eu sou um livro livre”. É com uma frase simples, mas instigante, que o bookcrossing se apresenta. A proposta é deixar seus livros em locais públicos, como em um ponto de ônibus ou em um restaurante, para que outras pessoas possam pegá-los, lê-los, e mais tarde também libertá-los.

O movimento foi criado por Ron Hornbaker, um canadense, em março de 2001. Ron ficou admirado com um site que rastreava câmeras descartáveis perdidas no mundo, e pensou que outro objeto as pessoas gostariam de rastrear. Foi aí que ele se deu conta de algo que já acontecia nos EUA. Diversas pessoas deixavam livros em cafés, hotéis e bares. Mas ninguém sabia onde esses livros iam parar por isso ele resolveu criar um site para rastrear essa trajetória através do cadastro pelo próprio site (link do site). Daí pra frente o bookcrossing foi se espalhando pelo mundo e chegou também ao Brasil.

O primeiro estado no país a adotar um ponto de encontro pra quem quisesse trocar livros foi São Paulo. Hoje são cerca de dez pontos entre bibliotecas e centros culturais. No Rio de Janeiro, apenas um lugar conta como um ponto de encontro. O Lunático Café e Cultura.

Gustavo Falcão, gerente do espaço, conta como o esse local acabou esbarrando no bookcrossing:

-O bookcrossing foi trazido ao Lunático através de uma frequentadora do espaço, que mora aqui no bairro, a Cristina Wolff. Foi ela que falou pra gente da ideia do projeto e explicou como funciona, e ficamos muito empolgados com a ideia de participar dessa rede de compartilhamento de leitura. Topamos na hora, e pretendemos em breve ampliar o espaço destinado ao livro e incluir a divulgação do projeto em nossas mídias virtuais e em nosso site.

Como muitos ainda não conhecem o projeto, esses pontos de encontro muitas vezes servem para a divulgação. As pessoas percebem a pequena estante onde ficam os livros no Lunático e logo querem pegar para folhear. Quando se dão conta, acabam se interessando pelo projeto e logo pegam o livro para lê-lo e depois libertá-lo.

Mas como aqui no Brasil não basta importar, tem que abrasileirar, criou-se uma nova vertente para o movimento. Movimento que dessa vez iria se chamar Livro de Rua. Com uma forte presença em comunidades carentes, o Livro de Rua não conta com o cadastro pelo site, como faz o bookcrossing, apenas com o compromisso de quem pegou um livro em passá-lo adiante.

Pedro Gerolimich, presidente do Instituto Ciclos do Brasil, que leva o projeto adiante, conta que a intenção era democratizar.

– O projeto é baseado no bookcrossing, porém com algumas características diferentes. Apesar do bookcrossing ser um movimento revolucionário ele ficava restrito apenas à classe média. A intenção era que a atividade se tornasse popular, que fosse possível estabelecer um diálogo com quem mora nas comunidades carentes e nem sempre tem acesso à leitura.

O projeto já marca presença em escolas, lanchonetes, lan houses, igrejas, centros comunitários entre outros locais dentro de comunidades como a Rocinha, além de promover oficinas de contação de histórias e troca de livros, como acontece no bairro de Anchieta, para chamar a atenção de mais leitores.

Apesar de a atividade estar se tornando muito conhecida, mais de 20 mil livros já foram arrecadados, quase 90% das doações ainda são de pessoas físicas.

O Livro de Rua já foi para São Paulo e Belo Horizonte e espera ficar ainda mais presente pelo país afora.

Com um projeto original no qual o conceito se mistura ao do bookcrossing, o escritor Pacha Urbano faz livros exclusivos para que sejam deixados ao acaso, como ele mesmo gosta de dizer. O Pequeno Livro ao Acaso, é um livro com frases aleatórias, por vezes irônicas e por vezes reflexivas, com um recorte que não vai deixar você ler de forma linear, além de ser bem colorido.

– O projeto nasceu por acaso mesmo, porque o que eu queria era desenvolver uma maneira barata e prática de publicar os meus microcontos, os Vidas Despercebidas. Comecei procurando por um formato de livro artesanal que pudesse ser feito com o mínimo, sem grampos nem nada. Das 30 frases originais quase todas ficaram, exceto uma ou outra que destoavam do todo. E como usei papéis coloridos de rascunho para elaborar o livro, percebi que chamavam muito mais a atenção assim. No final enxerguei ali um livro-objeto mais interessante do que originalmente tinha pensado.

E se a intenção era fazer o livro circular e alcançar cada vez mais leitores, O Pequeno Livro ao Acaso conseguiu ir longe. Pacha conta que com a ajuda de amigos, traduziu o livro para três idiomas.

– Mandei pelo correio uma pequena trouxinha de livrinhos para o México e Argentina, para amigos que tenho lá, e aos poucos eles foram se espalhando. Aqui no Brasil também já mandei para várias pessoas em outros estados e cidades. No ano passado recebi email de uma garota de Luanda perguntando se eu era de lá e como é que fazia para adquirir outros. Como o livrinho foi parar lá eu não sei, mas fiquei muito contente.

Sobre a iniciativa tanto do seu projeto pessoal quanto do bookcrossing em trabalhar o desapego, Pacha não hesita em afirmar:

-Seja de poesia, de ficção ou técnico, o livro não foi feito para ser armazenado apenas, foi feito para ser lido, e para que possa ser lido por mais pessoas é importante que haja uma circulação dele, ou pelo menos que ele esteja onde outros possam chegar a ele. Se vai ser num banco de praça, na mesa de um restaurante, num provador de loja de roupas, ou numa biblioteca, não importa, é preciso estar ao alcance das pessoas. O que você faz com aqueles livros que você não quer mais? Ou aqueles que você leu e gostou tanto e quer que todos leiam? Passe-o adiante! Sempre fui daqueles que emprestam livros e a maioria deles não volta pra mim. E parei de me aborrecer com isso, porque prefiro que circulem do que fiquem aqui nas minhas prateleiras acumulando poeira. Com o meu projeto espero o mesmo: que passe de mão em mão até se dissolver, mas que seja por ser lido, não por ter sido consumido pelas traças no fundo duma gaveta.

Recado dado.

* Universidade Gama Filho/RJ

Leitura na Praça

Neste Sábado as Praças Granito e Nazaré em Anchieta serão contempladas com mais uma edição do Projeto Leitura na Praça, com muita contação de histórias, pé de livro, empréstimos e é claro, muitos livros Libertos!

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Promover a leitura literária e formar leitores são objetivos do Leitura na Praça que se repetirá, no mesmo local, a cada quinze dias, sempre aos sábados.

 

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O Projeto Leitura na Praça é uma iniciativa coletiva, ao qual participam os projetos Canarinho que faz empréstimos de livros, Pé de Livro, organizado pela bibliotecaria e contadora de histórias Lucia Lino e pela professora e escritora Eliane Pimenta, além é claro do Livro de Rua.

 

Viva a Democratização da Leitura e de mais esta iniciativa, vamos juntos tornar nosso Brasil um país de leitores!!!

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