A primeira (de muitas) festa literária da serra fluminense

Ave alegria

Ave alegria,

cheia de graça,

o amor é contigo,

bendita é a risada

e a gargalhada!

Salve a justiça

e a liberdade!

Salve a verdade,

a delicadeza

e o pão sobre a mesa!

Abaixo a tristeza!

Ave alegria!

 

 

            A autora desta oração em forma de poema é a escritora Sylvia Orthof, consagrada e amada por uma legião de leitores de sua obra literária para crianças e jovens.  Ela, que completaria 80 anos em 2013, foi a homenageada da primeira edição da Fliserrana, a Festa Literária da Serra Fluminense, que aconteceu no  último sábado,  no Centro Cultural Feso Pro Arte, em Teresópolis.  Estivemos lá celebrando os livros e a leitura. Que a Fliserrana tenha vida longa! E vamos ler Sylvia Orthof!

           Na abertura, a escritora e curadora da Fliserrana, Andréa Viviana Taubman, disse que fazer uma festa literária na serra fluminense, para onde se mudou há 15 anos, era um antigo sonho, semeado por ela desde que viu a primeira edição da Flip, em Paraty.  

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            Teve contação de história. Teve lançamento de livro. Teve encontro com escritores.  Teve oficina de pintura pré-histórica, de máscara e performance de ilustradores.  E teve a premiação do 13º PoÊterê.

             A escritora Stella Maris Rezende, ganhadora do prêmio Jabuti  2012 na categoria Livro do Ano – Ficção, com o  romance “A mocinha do mercado central”, participou da mesa “Causos de Silvia Orthof”, ao lado dos escritores Cristina Villaça, Flavia Savary, Ricardo Benevides, do ator Fernando Vianna e do editor José Luiz Prado.

            Em uma emocionante conversa que revelou histórias colhidas da memória de suas autoras, Andréa Viviana Taubman e a ilustradora Sandra Ronca compartilharam o processo de produção do livro “Meu amigo partiu”, que narra, com delicadeza, a história de um menino de 10 anos que perdeu um amigo da mesma idade, após as enchentes na região serrana em 2011 e a forma com que ele lidou com a tristeza e a saudade.

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             A literatura de Sylvia Orthof também dialogou com outras linguagens artísticas, como as artes cênicas; e a Fliserrana levou a  Companhia Teatro Livro Aberto,  fundada por Sylvia, em Petrópolis, em 1985, para apresentar  a adaptação de seu livro  “Se as coisas fossem mães”. “Alguns objetos usados em cena eram da própria Sylvia”, revelou o ator Fernando Vianna, que convidou a filha da autora, Claudia, que estava na plateia, para participar de uma cena.

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         Nos corredores da Fliserrana, a jovem escritora Mariene Lino, contou para o coordenador do Livro de Rua, Pedro Gerolimich, como foi escrever o livro “O Som Misterioso”, que terá bis de lançamento no dia 14/12, na Praça Granito, em Anchieta, às 9h. Além de escrever histórias, Mariene também atua como contadora de histórias no Projeto Leitura na Praça Granito,(S.M.)

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         Para saber mais sobre a Fliserrana, ver mais fotos e acompanhar a produção da próxima edição da Fliserrana: https://www.facebook.com/fliserrana.teresopolis?fref=ts

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