Livro de Rua em Queimados RJ.

No dia oito de junho, das 9:30 às 12 horas, quem estiver na Praça Nossa Senhora da Conceição – Centro Queimados RJ, vai poder levar para casa um livro. Qualquer pessoa pode levar um. É de graça e sem burocracia. O único compromisso é passá-lo adiante depois de ler. Basta deixá-lo em algum local público (praça, posto de saúde, padaria, ponto de ônibus, bar), onde seja grande o movimento de pessoas.

Serão distribuídos gratuitamente cerca de 1000 livros em mais uma ação do projeto social Livro de Rua. Tem para todos os gostos: romances, obras científicas, de auto-ajuda, didáticos, religiosos, para crianças e jovens, entre outros.   

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Convencido de que Monteiro Lobato estava absolutamente certo quando declarou que “um país se faz de homens e livros”, o Instituto Ciclos do Brasil atua desde 2008 desenvolvendo ações de fomento à leitura.

O Livro de Rua é mantido por voluntários e adeptos da causa da leitura, visando transformar o Rio de Janeiro em uma grande biblioteca pública. Até o momento libertamos cerca de 30 mil livros em diversas comunidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Duque de Caxias.

 

A Libertação de Livros ocorrerá com apoio da Prefeitura Municipal de Queimados e com o Polo de Bibliotecas Comunitárias Baixada Literária, através das ações: Poesia ao Pé do Ouvido (Vinicius de Moraes) e contação de histórias para crianças.

 

Não fique de fora desta, compareça, participe e ajude a construir um Rio de Janeiro de Leitores e Leitoras!

Todos os livros distribuídos são arrecadados através de doações.

Contatos: Pedro Gerolimich – Presidente Instituto Ciclos do Brasil

e-mail: ciclosdobrasil@ciclosdobrasil.org.br

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Samba e Livros, Viva a Cultura Carioca!!!

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Tem coisa melhor que uma boa roda de samda no sábado de tardinha? Tem! É uma roda de samba que você leva um livro para casa totalmente de graça!!!

E se tiver filhos ainda pode leva-los para se deliciarem com o mundo fantástico da contação de histórias!

Esse é o Projeto Livro de Rua, sempre utilizando-se de todos os espaços para cumprir sua missão, Democratizar a Leitura!!

EU QUERO A MINHA BIBLIOTECA

por Christine Fontelles

A Lei 12 244/10, que determina a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País, representa um avanço significativo, resultado de cerca de 7 anos de intenso trabalho de advocacy do Conselho Federal de Biblioteconomia. E representa, também, um desafio igualmente expressivo. Estas razões levaram à criação da coalizão EU QUERO MINHA BIBLIOTECA, formada por organizações que tradicionalmente atuam nas áreas de educação, leitura e biblioteca: Academia Brasileira de Letras, Conselho Federal de Biblioteconomia, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Grupo Marista de Solidariedade, Instituto Ayrton Senna, Instituto C&A, Instituto pela Corresponsabilidade na Educação (ICE), Movimento por um Brasil Literário e Todos pela Educação,.

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A Campanha, lançada em setembro passado com o objetivo de divulgar amplamente a Lei e a existência de recursos federais destinados à educação que podem ser utilizados também para a criação e manutenção de bibliotecas em escolas (mais informações no site www.euquerominhabiblioteca.org.br), atingiu mais de 1 milhão de pessoas via redes sociais. A novidade deste início de ano é o envio a todos os prefeitos eleitos do País da publicação que orienta sobre acessar tais recursos, também disponível para download gratuito no site.

A convicção é de que através da cooperação entre os diversos setores, da democratização do acesso às legislações e aos recursos existentes e do controle social por parte da população, seja possível planejar caminhos que garantam a efetivação da lei e assegurar, em 2020, que as metas estabelecidas em 2010 sejam cumpridas.

A sociedade deve ser atuante: os pais devem verificar se a escola de seus filhos possuem uma biblioteca e qual a sua situação, tratar este assunto nas reuniões de APMs com outros pais, demandar a efetividade da Lei aos gestores públicos de suas cidades. Acesse o site, saiba mais e cadastre-se para integrar esta rede nacional pela educação para a leitura e de mobilização pela efetividade de um direito: a existência de bibliotecas em todas as escolas do País.

Marta Suplicy tira políticas de livro e leitura da Biblioteca Nacional

As políticas de livro e leitura do país deixarão de ser atribuição da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e voltarão à estrutura do Ministério da Cultura, em Brasília.

A decisão da ministra Marta Suplicy foi consolidada na última segunda-feira, quando José Castilho Marques Neto, presidente da Editora Unesp, aceitou o convite para voltar ao cargo de secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), com mais responsabilidades do que tinha de 2006 a 2011.

A transferência de todas as políticas de livro e leitura do MinC para a FBN, oficializada em junho de 2012, na gestão de Ana de Hollanda, levou às principais críticas a Galeno Amorim como presidente da biblioteca, de 2011 até o mês passado.

Na avaliação de especialistas, o acúmulo de funções sobrecarregou a Biblioteca Nacional num momento crítico da instituição, responsável pela preservação da memória nacional –em maio, a bicentenária biblioteca deve completar um ano sem ar condicionado, uma ameaça ao maior acervo do país.

No último dia 27, Marta demitiu Galeno, substituindo-o pelo cientista político Renato Lessa. Não comentou o que faria com as políticas de livro e leitura, mas dias depois convidou Castilho a assumi-las.

Com a decisão, Marta retoma um posicionamento de Juca Ferreira como ministro da Cultura, até 2010. Na ocasião, o MinC buscava centralizar em Brasília as políticas da área, historicamente divididas entre a capital e o Rio.

INSTITUTO DO LIVRO

Esse poderá ser o primeiro passo para a criação de um novo Instituto Nacional do Livro (INL), órgão instituído em 1937 –tendo Monteiro Lobato como defensor– e esvaziado em 1990, no governo Collor, que o transformou em um departamento da FBN.

Desde então, essas ações eram divididas entre o MinC, em Brasília, e a FBN, no Rio, com mais ou menos atribuições para cada lado conforme as mudanças de governo.

Esses trabalhos incluem formação de bibliotecários, modernização de bibliotecas, estímulo à cadeia produtiva do livro, circulação de autores pelo país e divulgação da nossa literatura no exterior.

Quando Galeno Amorim assumiu a FBN a convite de Ana de Hollanda, ficou claro que assumiria todas essas atribuições. “A ida para a FBN nunca foi um projeto definitivo, mas o possível naquele momento. O Instituto do Livro seria o ideal. Meu pai [o historiador Sérgio Buarque de Holanda] inclusive trabalhou lá nos anos 1940”, disse a ex-ministra à Folha.

José Castilho sempre foi um dos maiores críticos da migração para o Rio, o que considerava um retrocesso. Quando percebeu que isso ocorreria, pediu demissão do PNLL, em abril de 2011.

Mesmo especialistas que trabalharam com Galeno e que o defendem, como Lucília Garcez, secretária-executiva do PNLL durante 2012, dizem que a biblioteca não é a instância mais adequada para essas políticas. “A estrutura não é suficiente. É necessário apoio direto do MinC, mais ágil e bem equipado.”

Uma exceção é Maria Antonieta Cunha, que, em apoio a Galeno, pediu dias atrás demissão da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), sem saber que Marta já decidira levar a unidade a Brasília, sob coordenação do PNLL. “A passagem para o Rio não afetou as ações de estímulo à leitura, ao contrário do que tantos dizem.”

Segundo relatório de gestão de 2012 da FBN, metas como o de modernização de bibliotecas não foram atingidas -de 241 bibliotecas previstas, foram modernizadas 82. Outras, como o apoio para aquisição de acervo por bibliotecas comunitárias, foram superadas (828, ante meta de 400).

SEM CASA PRÓPRIA

A mudança física prejudicou os trabalhos, segundo o relatório. A DLLLB, com cerca de 80 funcionários, entre servidores e terceirizados, nunca teve sua sede no Edifício Capanema, no centro do Rio. Espalhou-se por unidades. O andar prometido seria entregue neste mês.

Com a mudança agora proposta por Marta, unidades historicamente ligadas à FBN, como o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e o Proler, ficarão sob comando de Castilho.

A FBN continuará à frente da participação do Brasil como país convidado da Feira de Frankfurt, maior evento editorial do mundo, em outubro, e com o trabalho de internacionalização da literatura.

Já o PNLL terá entre as prioridades transformar em lei o Plano Nacional do Livro e da Leitura –ele está instituído por decreto– e criar o Instituto Nacional do Livro.

E José Castilho retomará tema polêmico: o Fundo Setorial Pró-Leitura, que receberia 1% da receita de editores, distribuidores e livreiros para financiar programas de incentivo à leitura. Isso equivaleria a R$ 50 milhões por ano. O assunto está em aberto desde 2004, quando a cadeia do livro foi desonerada de impostos que chegavam a 9% do faturamento.

POLÍTICAS DO LIVRO EM 2011 e 2012

Pontos positivos

– Ampliação do programa de internacionalização da literatura brasileira

– Criação do Cadastro Nacional de Bibliotecas e protagonismo de bibliotecários na ampliação de seus acervos

– Apoio a eventos literários e caravanas de autores pelo país

Pontos negativos

– Falta de capacitação de bibliotecários anterior à seleção de títulos para acervos

– Mudanças sobrecarregaram a FBN, como a ida da Diretoria de Livro e Leitura para o Rio, onde ficou sem sede própria

– Atrasos na organização de premiações, como o Vivaleitura

Libertando Livros no Centro Cultural da Justiça Federal

No dia vinte e oito de fevereiro, das 12 às 19 horas, quem estiver no Centro do Rio e passar no Centro Cultural da Justiça Federal – Av. Rio Branco, 241 – Cinelândia, vai poder levar para casa um livro. Qualquer pessoa pode levar um. É de graça e sem burocracia. O único compromisso é passá-lo adiante depois de ler. Basta deixá-lo em algum local público (praça, posto de saúde, padaria, ponto de ônibus, bar ), onde seja grande o movimento de pessoas.

Serão distribuídos gratuitamente cerca de 600 livros em mais uma ação do projetoLivro de Rua. Tem para todos os gostos: romances, obras científicas, de auto-ajuda, didáticos, religiosos, para crianças e jovens, entre outros.   

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Livreiro do Alemão: a história de uma vida transformada pela literatura

Globo Ação – 04/02/13

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Quando era criança, Otávio Cesar Santiago de Souza Junior encontrou um livro em um lixão do Morro do Caracol, no Complexo do Alemão, e desde então a literatura não saiu mais de sua vida. O menino passou a frequentar a Biblioteca Popular da Penha e teve a ideia de levar um pouco daquele universo para o Morro do Caracol. Andando de porta em porta, distribuindo livros e fazendo palestras, Otavio conquistou o respeito da comunidade e hoje, aos 29 anos, é conhecido como ‘O Livreiro do Alemão’. O projeto Ler é 10 – Leia Favela virou um ponto de leitura oficial em 2011, com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional e atende cerca de 300 crianças por dia, crianças como Otávio Junior foi um dia, cheias de curiosidade quando pegam um livro.

“A leitura tem um poder transformador, sou prova viva disso. Hoje tenho oportunidades que não teria, caso não fossem os livros. Reformei um antigo bar e lá funciona o Ler é 10, mas continuo com as atividades itinerantes, o Complexo é grande, são mais de 20 comunidades, basta um pequeno espaço para reunir as crianças. Temos mais de 2000 livros, 1000 que chegaram com o kit do ponto de leitura e o restante é doação. Além da Biblioteca Nacional, o projeto conta com a ajuda de escritores, editores, ilustradores, leitores, do instituto Kinder do Brasil e da Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (AFEIGRAF)”, conta Otávio Junior.

Em 2011, Otávio Junior lançou o livro ‘O Livreiro do Alemão’, contando sua história, e também fez uma participação como ele mesmo, na novela Salve Jorge, da Rede Globo, ambientada no Morro do Alemão. Mas não foi a primeira vez que ele apareceu na TV: em 2006, Otávio ganhou reconhecimento nacional, após participar do quadro Agora ou Nunca, no programa Caldeirão do Huck, onde ganhou um prêmio em dinheiro para estruturar seu projeto. E, em 2008, foi um dos destaques do Prêmio Globo Faz a Diferença (categoria Megazine), organizado pelo jornal O Globo.

“Meu livro fala da experiência como promotor de leitura em zonas periféricas e sobre o desafio de levar a literatura para uma das maiores comunidades do Brasil. Fico feliz por representar a literatura da favela. Hoje já mostram a comunidade no cinema e nas novelas, mas ainda temos pouca visibilidade quando se fala em literatura. Meu sonho é continuar desenvolvendo projetos para divulgar a importância da leitura”, ressalta.

E atualmente Otávio tem um estímulo a mais para continuar seu trabalho: o filho João Vitor, de quatro anos. “Ele já nasceu cercado de livros e adora ouvir histórias”, completa.

Confira o blog de Otávio Júnior, Ler é 10, Leia Favela.

Mais de 70% das escolas públicas não têm biblioteca

O Brasil precisa construir 130.000 bibliotecas escolares até 2020 para cumprir a lei 12.244, que obriga as instituições públicas e privadas de ensino do país a manter um acervo mínimo de um livro para cada estudante. Hoje, apenas 27,5% das escolas públicas têm biblioteca

ImagemSegundo levantamento realizado pelo movimento Todos Pela Educação com base no Censo Escolar 2011, só para equipar a parcela carente das 113.269 unidades públicas até o prazo previsto em lei, seria necessária a construção de 34 bibliotecas ao dia.

O estudo compara números do Censo 2011 com os de 2008 e revela que mais de 80% das escolas construídas entre 2009 e 2011 não possuem bibliotecas. Das 7.284 instituições inauguradas no período, pouco mais de 1.500 contemplam o espaço de leitura.

Os estados mais carentes são os das regiões Norte e Nordeste. Na rede municipal do Maranhão, só 6% das escolas têm bibliotecas. Apesar dos piores resultados se concentrarem nesses áreas, São Paulo ostenta um dos piores índices do ranking: 85% das unidades das redes estadual e municipais não têm bibliotecas, totalizando 15.084 unidades carentes.

O prejuízo é enorme: a edição 2012 da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, da Fundação Pró-Livro, mostrou que as bibliotecas escolares são a principal forma de acesso a livros entre crianças e jovens de 5 a 17 anos de idades. “Isso mostra que só a legislação não é suficiente, porque tem lei que realmente não pega”, afirma Priscila Cruz, diretora do Todos pela Educação.

As instituições de ensino infantil são as mais prejudicadas. Enquanto 82% das escolas de ensino profissional e 52% das de ensino médio construídas após 2008 possuem biblioteca, apenas 10% das de ensino infantil têm o espaço. O número é um contrassenso, segundo educadores, visto que é na faixa etária dos 5 anos que a criança está descobrindo a língua escrita e precisa ser estimulada a ler.

 

Fonte: Portal AZ – 26/01/13

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