Entrevista com Marcelo Guedes – Coordenador do Livro de Rua em São Paulo

– Guedes, conte um pouco do seu perfil ( formação, trabalho, hobbies e etc…)

Formei-me em administração de empresas com enfoque em marketing e trabalhei como gestor comercial em  emissoras de rádio e televisão. Hobbie viajar, caminhar e lêr, sendo esta última meu grande prazer ultimamente

– Fale um Pouco sobre como surgiu a idéia de lançar o Livro de Rua em São Paulo:

Pelo fato de ver como a leitura esta pouco difundida e pesquisando sobre ações com livros, achei o Livro de Rua no Rio de Janeiro e gostei da proposta. Daí me informei para ativar a ação em São Paulo.

– São Paulo é uma cidade metrópole, uma das maiores do mundo, qual essa relação de grande cidade com a leitura, com os espaços de leitura?

Moro nesta cidade toda minha vida e acompanho muito suas mudanças. Os espaços para a leitura mudaram demais. Novos parques, bibliotecas e livrarias surgiram. Com o crescimento ecônomico o livro entrou mais na pauta de lazer, mas acho que há potencial para um crescimento maior. Por isso decidi participar da ação Livro de Rua e inclusive para que as pessoas percebam que o espaço é você quem cria!

Nas suas opiniões, qual o papel do Livro de Rua na formação dos leitores?

Esta ação leva diversos valores junto com um livro. Primeiro o fato de dar algo que não é um brinde comercial, isso já é bem legal e a pessoa que doa um livro, já se liberta e distribui um potencial gerador de novos leitores! Outra é que a pessoa tem um acesso muito livre, onde pode experimentar o livro por mais tempo e o interesse pode aflorar. Por fim, a perspectiva de incentivar a leitura nos momentos de lazer, formando leitores prazerosos!

– Como os governos e empresários de São Paulo poderiam ajudar na Democratização da Leitura?

O governo desburocratizando ações que possam contribuir com acesso mais liberado ao livro, sendo uma preocupação da minha parte o que ele considera de conteúdo.  Já os empresários, há diversas iniciativas que podem contribuir para ampliar o hábito de leitura, inclusive fornecendo livros aos funcionários e filhos destes. Livros no café, newsletter interna com resumos de livros…várias opções, sendo que pratiquei uma certa vez. Comprei alguns exemplares do livro “Quem mexeu no meu queijo” e dei para minha equipe lêr, visando que isso contribuisse com um ambiente melhor e propiciar uma equipe integrada.

– Quais os próximos passos e metas do Projeto?

Receber doações e ampliar a cobertura da ação. Hoje recebi o retorno do parque Villa Lobos, convidando a conversar sobre uma ação mais ampla.  Há muitas opções que gostaria de explorar com esta iniciativa.

– Mande seu alô para os nossos leitores e participantes.

Ajudem a propagar a idéia. Escrevam para nós que acharam os livros,  contém para os amigos, distribuam seus livros parados em casa, libertem seus livros que podem ajudar muita gente a criar o hábito da leitura e aumentaremos as conversar sobre leituras e tudo aquilo de bom que este hábito pode gerar, além de ampliar os limites de nossa compreensão pessoal sobre muitas coisas!

Abraços

Marcelo Guedes

Vejam aqui a nota que saiu sobre o Lançamento: http://www.ambiente.sp.gov.br/parquevillalobos/ 

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O Céu é o Limite!!!

Essa foi uma semana muito produtiva, nossa Taberna dos Bardos voltou com força total, libertamos 300 livros em evento beneficente e entramos no coração financeiro do país, São Paulo é a mais nova cidade a receber as libertações de livros do Livro de Rua.

Vamos a eles:

Taberna dos Bardos – Na quinta feira dia 14, nossa taberna voltou com força total, em parceria com o  Núcleo de Oficinas e Eventos (NOE) da Biblioteca Pública do Estado, formando mais de 20 novos iniciantes na arte de contar histórias.

Sempre entusiasmada e brilhante nossa coordenadora Maria Eugênia comemorou a presença de tantos jovens com muitas histórias e atividades .

Libertação de Livros – No sábado mais um dia de alegria, fomos convidados pelo voluntário Raul Gerolimich a participar da Ação Social Beneficente da Igreja Nova Vida em Jacarepagua, onde libertamos 300 livros para a comunidade, não sobrando nenhunzinho para contar a história…

Raul disse “Vamos montar um ponto fixo, a casa de Deus deve abrigar muitos livros”

Pedro Gerolimich coordenador do Livro de Rua, comemorou a parceria, que além dos livros contou  com  atendimento odontológico, exames de rotina, assistência jurídica, emissão de documentos, gincanas infantis, encaminhamento profissional, dentre outros serviços.

 

São Paulo – O melhor sempre fica para o fim, no Livro de Rua não é diferente, neste domingo, 17/04 conseguimos realizar a primeira ação de libertação de livros na cidade mais populasa de nosso país, São Paulo.

Esse foi um domingo diferente no Parque Vila Lobos, pessoas que passeavam puderam encontrar livros espalhados pelo parque, iniciativa do coordenador do Livro de Rua paulista Marcelo Guedes.

São Paulo é a terceira capital que o Livro de Rua está presente, Rio de Janeiro e Belo Horizonte já estavam organizados, qual será a próxima?

Ufa, eita semana agitada!

Taberna dos Bardos

Você está convidado a entrar na Taberna dos Bardos, uma nova Oficina de Contação de Histórias, aberta a todos os interessados. Sua reinauguração será na próxima quinta-feira, dia 14, às 14h, no Centro Cultural da Light (Rua Marechal Floriano, 168/Centro), onde funciona temporariamente o Núcleo de Oficinas e Eventos (NOE) da Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, que está em obras.

A Taberna dos Bardos, a cargo de Maria Eugenia Arruda e Maria Luiza Assumpção, é uma iniciativa do Instituto Ciclos do Brasil (Projeto Livro de Rua) e tem como meta formar e multiplicar contadores de histórias, importantes agentes na formação de leitores.

“Nosso objetivo é manter a chama da História viva, estimular o imaginário, levar graça e beleza para o povo”, explica Eugenia, ela própria uma encantadora de almas com seu estilo peculiar e sensível de transmitir ao público histórias, contos e fábulas que habitam o imaginário de crianças e adultos.

A Oficina de Introdução à Arte de Contar Histórias, batizada Taberna dos Bardos, em homenagem aos contadores de histórias do povo celta que exerciam sua arte nas tabernas, vai desenvolver os seguintes temas:

– As histórias através dos tempos

– Por que contar histórias

– O papel do contador de histórias

– Como contar histórias

– Tipos de histórias

– Contação de histórias

– Indicação de livros, filmes e sites

– Atividades interativas

Tudo isso inteiramente grátis e com direito a certificado de participação.

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