Fim de ano com muitos livros e leitura

No último domingo (22), participamos do “Natal com Livros no Alemão”, na Biblioteca Parque da comunidade, contando e lendo muitas histórias para as crianças. 

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Livros são presentes e a leitura é um presente duplicado, que abre estradas para descobertas e possibilidades tanto pra quem lê quanto pra quem recebe uma história contada, seja através dos livros ou da imaginação do contador.

Foi a última Libertação de Livros realizada pelo Livro de Rua em 2013 e foram libertos cerca de 500 livros!

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A primeira (de muitas) festa literária da serra fluminense

Ave alegria

Ave alegria,

cheia de graça,

o amor é contigo,

bendita é a risada

e a gargalhada!

Salve a justiça

e a liberdade!

Salve a verdade,

a delicadeza

e o pão sobre a mesa!

Abaixo a tristeza!

Ave alegria!

 

 

            A autora desta oração em forma de poema é a escritora Sylvia Orthof, consagrada e amada por uma legião de leitores de sua obra literária para crianças e jovens.  Ela, que completaria 80 anos em 2013, foi a homenageada da primeira edição da Fliserrana, a Festa Literária da Serra Fluminense, que aconteceu no  último sábado,  no Centro Cultural Feso Pro Arte, em Teresópolis.  Estivemos lá celebrando os livros e a leitura. Que a Fliserrana tenha vida longa! E vamos ler Sylvia Orthof!

           Na abertura, a escritora e curadora da Fliserrana, Andréa Viviana Taubman, disse que fazer uma festa literária na serra fluminense, para onde se mudou há 15 anos, era um antigo sonho, semeado por ela desde que viu a primeira edição da Flip, em Paraty.  

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            Teve contação de história. Teve lançamento de livro. Teve encontro com escritores.  Teve oficina de pintura pré-histórica, de máscara e performance de ilustradores.  E teve a premiação do 13º PoÊterê.

             A escritora Stella Maris Rezende, ganhadora do prêmio Jabuti  2012 na categoria Livro do Ano – Ficção, com o  romance “A mocinha do mercado central”, participou da mesa “Causos de Silvia Orthof”, ao lado dos escritores Cristina Villaça, Flavia Savary, Ricardo Benevides, do ator Fernando Vianna e do editor José Luiz Prado.

            Em uma emocionante conversa que revelou histórias colhidas da memória de suas autoras, Andréa Viviana Taubman e a ilustradora Sandra Ronca compartilharam o processo de produção do livro “Meu amigo partiu”, que narra, com delicadeza, a história de um menino de 10 anos que perdeu um amigo da mesma idade, após as enchentes na região serrana em 2011 e a forma com que ele lidou com a tristeza e a saudade.

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             A literatura de Sylvia Orthof também dialogou com outras linguagens artísticas, como as artes cênicas; e a Fliserrana levou a  Companhia Teatro Livro Aberto,  fundada por Sylvia, em Petrópolis, em 1985, para apresentar  a adaptação de seu livro  “Se as coisas fossem mães”. “Alguns objetos usados em cena eram da própria Sylvia”, revelou o ator Fernando Vianna, que convidou a filha da autora, Claudia, que estava na plateia, para participar de uma cena.

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         Nos corredores da Fliserrana, a jovem escritora Mariene Lino, contou para o coordenador do Livro de Rua, Pedro Gerolimich, como foi escrever o livro “O Som Misterioso”, que terá bis de lançamento no dia 14/12, na Praça Granito, em Anchieta, às 9h. Além de escrever histórias, Mariene também atua como contadora de histórias no Projeto Leitura na Praça Granito,(S.M.)

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         Para saber mais sobre a Fliserrana, ver mais fotos e acompanhar a produção da próxima edição da Fliserrana: https://www.facebook.com/fliserrana.teresopolis?fref=ts

Para que servem os livros?

Livro de Rua realizou uma Libertação de Livros no Forte de Copacabana, na última quarta-feira, no Rio de Janeiro, durante atividade literária que reuniu jovens do Ensino Fundamental de escolas municipais para ouvir leituras e conversar com escritores. A ação foi promovida pelo Polo Conexão Leitura, rede formada por bibliotecas comunitárias que desenvolvem projetos de incentivo à formação de leitores e à promoção de leitura literária.

Se livros servem para serem lidos, a proposta é incentivar o leitor a não deixar o livro preso nas estantes, mas tornar maior o alcance ao leitor. “Livros não lidos não servem para nada”, enfatizou o coordenador do Livro de Rua, Pedro Gerolimich, durante a Libertação de Livros. “Leia e passe o livro adiante! Para alguém da família, para o vizinho, para o amigo, ou para alguém que você nem conhece”, disse Pedro lembrando que sempre que alguém escreve, é porque quer ser lido, e que até mesmo uma postagem em uma rede social gera essa expectativa. “Escritores precisam ser lidos, eles não querem que seus livros fiquem parados nas estantes!”Image 

 

A escritora Ruth Leite (abaixo) leu seu conto Jussara (IBEP, 2013), também ilustrado por ela.  Image

 

Tairini Santos (de saia de filó),  voluntária  do Livro de Rua, mediou a leitura do poema E com quantos paus se faz uma canoa? , de Sol Mendonça e ilustrado por Carla Pilla (Gryphus, 2011). Depois, a autora conversou com os jovens sobre o processo e o prazer da escrita. (S.M.)

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Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher


A Leitora*

Quando Lucia Peláez era pequena, leu um romance escondida. Leu aos pedaços, noite após noite, embaixo do travesseiro. Lucia tinha roubado o romance da biblioteca de cedro onde seu tio guardava os livros preferidos.

Muito caminhou Lucia, enquanto passavam-se os anos. Na busca de fantasmas caminhou pelos rochedos sobre rio Antióquia, e na busca de gente caminhou pelas ruas das cidades violentas.

Muito caminhou Lucia, e ao longo de seu caminhar ia sempre acompanhada pelos ecos daquelas vozes distantes que ela tinha escutado, com seus olhos, na infância.

Lucia não tornou a ler aquele livro. Não o reconheceria mais. O livro cresceu tanto dentro dela que agora é outro, agora é dela.

*(Texto do escritor uruguaio Eduardo Galeano, que, em mais de uma dezena de livros, nos encantou, sobretudo, com histórias que abordam a riqueza cultural do continente americano, seu sofrimento, seus heróis, conquistas e derrotas. A Leitora foi retirado do livro Mulheres, uma coletânea de textos do autor de As veias abertas da América Latina, o Livro dos Abraços, Palavras Andantes e Vagamundo, entre outros, que homenageia as mulheres latino-americanas. Vale a pena a leitura do livro todo!

O Projeto Livro de Rua publica este texto hoje, 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher. A data foi proposta pelo movimento latino-americano de mulheres para homenagear Patria, Minerva e Maria Mirabal, conhecidas como Las Mariposas em suas atividades políticas. As três irmãs foram assassinadas pela ditadura de Rafael Trujillo, na República Dominicana, em 1960.)

Outras datas importantes que tratam da violência contra a mulher:

8 de março – Dia Internacional da Mulher

Declarado durante a 2ª Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca/Copenhagen, em 1910, o 8 de março foi proclamado o Dia Internacional da Mulher em uma resolução que contou com a participação de representantes de 17 países. É uma data de mobilização e luta pelos direitos das mulheres.

30 de abril – Dia Nacional da Mulher

Instituído pela Lei nº 6.971/1980, o Dia Nacional da Mulher homenageia Jerônima Mesquita, uma das primeiras líderes do movimento feminista brasileiro. Jerônima Mesquita fundou o Movimento Bandeirante (que tinha como objetivo a inserção da mulher na sociedade) e foi uma das criadoras do Conselho Nacional das Mulheres.

28 de maio – Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher

Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos. A partir dessa data, o tema ganhou maior interesse e no V Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em São José da Costa Rica, a RSMLAC (Red de Salud de las Mujeres Latinoamericanas y del Caribe) propôs que, a cada ano, no dia 28 de maio, uma temática nortearia ações políticas que visassem prevenir mortes maternas evitáveis.

25 de julho – Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe

Em 25 de julho de 1992, participantes de 70 países presentes no último dia do 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, em Santo Domingo, na República Dominicana, escolheram a data para celebrar e refletir sobre o papel das mulheres negras na região.

6 de setembro  – Dia Internacional pela Ação pela Igualdade da Mulher

23 de setembro – Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças

A Conferência Mundial de Coligação contra o Tráfico de Mulheres que aconteceu em Dhaka, Bangladesh, em janeiro de 1999, escolheu essa data como Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Meninas e Meninos, para lembrar primeira lei argentina, de nº 9.143, que foi promulgada em 23 de setembro de 1913 e ficou conhecida pelo nome de Lei Palacios. Foi a primeira legislação com essas características no mundo. A lei punia com pena de 3 a 6 anos de prisão quem promovesse ou facilitasse a prostituição ou corrupção de menores de idade.

10 de outubro – Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher

A data foi instituída em 1980, a partir de um movimento que começou em São Paulo, quando mulheres reuniram-se nas escadarias do Teatro Municipal para protestar contra o aumento nos crimes contra mulheres em todo o país.

20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra

Essa data lembra não apenas a importância da presença dos afrodescendentes e de sua contribuição para a construção do Brasil, mas também a tripla discriminação sofrida pelas mulheres negras, que se baseia em gênero, raça e classe social.

25 de novembro – Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

10 de outubro – Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher

6 de dezembro –  Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

Semana Paixão de Ler

Olá Amig@s!

Novembro, doce novembro chegou e com ele um dos maiores eventos literários de nossa cidade, semana Paixão de Ler, realizada pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro com diversos parceiros, entre eles é claro o maior projeto de Democratização da Leitura do Brasil, o Livro de Rua.

Libertaremos centenas de Livros em dois bairros muito distintos, Anchieta no subúrbio carioca e Copacabana num dos mais belos cartões postais de nosso país.

 Em Anchieta será às 9h na Praça Granito durante o Projeto Leitura na Praça Granito.

Em Copacabana vai ser domingo à partir de 10h ao lado da estátua de Carlos Drummond o cartão postal mais literário de nossa cidade!!

Um grande Abraço e boa leitura!!

Receita para gostar de ler: ler até gostar

Inacio lendo

           Volta e meia alguém abre a boca para dizer que o jovem brasileiro não gosta de ler. Sinto um embrulho no estômago quando ouço alguém repetindo isso como quem torce para que esta afirmativa seja uma verdade eterna.  Para mim, essa criatura está é torcendo contra, contribuindo para que os jovens brasileiros jamais descubram a maravilha que é ter o gosto pela leitura literária. 

            É verdade que muita gente já está agindo para parar esse vento do contra.  Muitos programas de incentivo ao livro e à leitura existem hoje no país.  Mas talvez seja preciso mais: formar agentes de incentivo ao prazer de ler.  E não só de “ler”. Mas que sejam livros bem escritos, a boa ficção em prosa e a poesia. E também não só isso, mas conhecer principalmente, a produção literária brasileira. Ler livros em português brasileiro bem escrito é melhor do que aquilo em que você está pensando agora que é um deleite.

            Tenho um palpite desde a época da escola. Vários colegas não gostavam quando os professores colocavam no quadro a lista de livros de literatura que teriam de ser lidos naquele ano. Achavam os livros maçantes, perfeitos soníferos. Afirmavam que ler ficção era pura perda de tempo.  Embora muitas vezes seja o único espaço onde os livros estão ao alcance das crianças e dos jovens e isso é um mérito, a própria escola faz com que se pense que ler é importante para fazer trabalho e prova.  E, às vezes, os livros indicados são realmente desinteressantes. Com isso, muitos jovens nunca descobrem o prazer de ler. Porque leitura prazerosa é que a escolhemos por seus próprios interesses, vivências, gostos. Para gostar de ler, o segredo é ler até gostar, até ser mordido. Com liberdade para desistir de um livro chato, inclusive. Folheando e lendo, um dia todo mundo se depara com a frase de um personagem, um poema ou o fim de uma história, e gruda!  Talvez, então,  irão concordar que ler literatura é um “sonhífero”.  O segredo é ler até encontrar seus “sonhíferos” particulares, só seus.

            Que crianças e jovens possam esquecer essa história de que ler é uma tarefa chata de escola.

 

Autoria: Sol Mendonça – Escritora e Voluntária do Projeto Livro de Rua

Sol

Dia da Independência é Dia de Livros!

arlene na praça

Assim como Monteiro Lobato, acreditamos que um país se faz com homens e livros, portanto um país só se fará verdadeiramente independente quando o seu povo tiver amplo acesso aos livros.

Essa é a missão do Projeto Livro de Rua, por isso não poderíamos comemorar o Dia da Independência do Brasil sem libertar muitos livros.

Os Locais escolhidos foram a Praça Granito em Anchieta e a Praça São Lucas na Vila Cruzeiro.

Foram muitos livros e muitas histórias, que num dia de Sete de Setembro marcados por protestos, deram  a tônica da comemoração do Livro de Rua, aliás esse é o protesto que precisamos para o Brasil, gritar por Livros, Cultura e Educação, viva a Independência do Povo Brasileiro!

 

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